sábado, 16 de junho de 2012

O sorriso do colibrí - Por Joilson Santos




Colibri do meu bem
Sei da amargura que tens...
Neste mundo solitário
Do teu sorriso que não vem...

No equilíbrio da vida
Traz contigo a contento
A saudade perdida...
Em que voas ao vento.

Ó sorriso que se esconde
Quero tanto sorrir contigo
Quero ao menos te ver de longe
Para um dia sorrires comigo!





(Foto e poema de Joilson Santos)

Música: O beijo do beija-flor - Por Joilson Santos




 Como um beija-flor
Vou beijando o meu amor
Eu sei bem como é que é...
O beijo dessa mulher!

2x
Levanta meu fogo
Só pra ver se eu fico louco...
só pra ver se eu fico louco...
Só pra ver se eu fico louco...

Menina faceira 
Toma banho de riacho
Rio acima, rio abaixo
Só pra ver se eu te acho...

Quero te encontrar
Numa noite de luar
Vem pro rio se banhar
Vem comigo namorar

2x
Nessa noite tão serena
Você é minha sereia
Mulher da boca pequena
Vou te amar a noite inteira!

Como um beija-flor...




(Foto e poema de Joilson Santos)

Poema á minha mãezinha - Por Joilson Santos




Mãezinha me conte uma história...
Daquelas que só você sabe contar...
Uma historinha bem bonitinha
Tipo canção de ninar!

Mãezinha me faça um carinho
Tipo quando eu era criancinha
Sei que já estou grandinho
Mas ainda te amo minha mãezinha!

 Minha mãezinha querida
Me dê sua bênção
Faço de ti, o meu mundo, minha vida
Mãezinha do meu coração!

Mamãe não vá embora ainda
Tenho muito pra lhe falar
És minha flor de primavera
Pois me ensinaste a caminhar!

E a beira do caminho
Que eu tive que passar...
Háviam muitos espinhos
Que eu tive que pisar!

Mas foi você minha mãe querida
Que um dia em seu colo chorando
Ma chamou de amor de sua vida
E hoje fico recordando...!






(Tela e poema de Joilson Santos)



Águas de Macapá - Por Joilson Santos




Velejando em águas já navegadas
Chorava a dor de saudade dela...
Chorei tanto que o meu pranto não parava
Minha amada, meu amor, era ela...

Hoje velejo a deriva, sem direção
Tentando esquecer essa saudade
Mas em meio a tanta solidão
Acabo me encontrando com a verdade...

Tento fugir novamente
Mas ela me cerca
E de novo, outra vez... De repente...
Ela me acerta.
 
Que tormento, que agonia, nesse imenso mar!
Não aguento mais, acho que vou embora
Pra onde? Eu não sei, talvez retornar
Talvez eu adormeça, navegando bem devagar.

Mas se no meio da viagem
Uma tempestade me pegar
Vou pedir a Deus que me salve
E para o mar nunca mais irei voltar.

E ela... Que um dia me deu alegria
Quando eu chegava cansado de uma viagem
No seu leito de amor em noite fria
Debruçava em meus braços matando a saudade!






(Foto e poema de Joilson Santos)




 




sexta-feira, 15 de junho de 2012

Rosinha e o açaí - Por Joilson Santos




Olha maria, aquele barquinho que vem vindo!
Carregado de mercadorias, no limite das águas.
Vem devagar, deslizando na maré cheia
E vem chegando no instante em que vou indo...

Será que ele traz um paneiro de açaí,
Farinha de tapioca e tamatá?
ou então pescada, mariscos e fubá?
Acho que vou até lá... Em vez de ficar aqui...

No caminho encontro com Rosinha
Que na pressa vinha correndo
Escorregou e caiu de bunda
E chorou igual criancinha!

O barco já ia embora
Mas eu tinha que ajudar Rosinha
Moça bonita, faceira, linda mesmo
Estou indeciso, e o açaí, e agora?

Lá vai o açaí embora, puxa vida, que pena
Sentirei saudade daquela fruta
Mas fiquei com Rosinha, menina faceira
Porque essa morena... Também vale a pena!

E Maria, que ficou olhando?
Lá do fundo o barco partindo
Foi embora, ali... Sumindo.
Sentou á beira do rio, lamentando!

Mas quando ele voltar, estarei lá...
Com Rosinha do meu lado
E Maria me esperando
Sentada a beira-mar!







(Foto e poesia de Joilson Santos)




quinta-feira, 14 de junho de 2012

Poema de prisão - Por Joilson Santos




 São muitos os motivos que me prendem a ti...
Toda vez que eu me pego sozinho
Quero voar pra bem longe daqui...

Em um sonho eu vi um anjo lindo
Não podia ser outra coisa...
Era o meu amor que chegava sorrindo

A noite, no silêncio do meu quarto
Ouvi um barulho no assoalho...
Como se fosse de sapato

Fiquei apavorada
Me sentindo sozinha, numa prisão
corri em desparada!

Não sei o que era, ném o que queria
Pudera, não fiquei fazendo sala
Na verdade, o que seria?

Vou contar uma coisa pra vocês...
Se eu ouvir isso de novo, outra vez...
Vou chamar a Dona Inês.

Mulher brava, corajosa!
Pau de dar em doido
Mas quando quer é toda prosa

Essa sim, é mulher de fé
Não conta de um até três
Nem chama o seu zé...

Foi tanta assombração
Que eu esqueci o que dizia
No momento de aflição!

Agora deixa pra lá...
Não lembro nem o que eu fazia...
Neste poema de prisão...




(Foto e poesia de Joilson Santos)


Migalhas da sociedade - Por Joilson Santos

Toda criança merece respeito

_Um dia uma criança me falou que morava na rua  e não tinha o que comer, nem tinhas mesmo onde dormir. Então minha atenção a ela se voltou. E as vezes catava restos de comida pela feira, porém, tinham alguns feirantes que não gostavam nem permitiam sua presença nem tão pouco lhe davam os restos de comida que ficavam por lá... Jogados pelo chão. E sempre mandavam que a mesma saísse e não mais voltasse, que ali não era lugar para marginais. Ela se via obrigada a obedecer, pois os feirantes eram muitos radicais e alegavam que gente como ela, rouba frutas, verduras e legumes e que ela seria mais uma dessas...
_Senti naquele momento uma enorme tristeza aflorar em meu peito, porém, de nada adiantava esse sentimento se eu não fisesse alguma coisa para ajudá-la. Mas o que eu poderia fazer naquele momento diante da situação, onde minha condição financeira não era nada boa, apesar de não estar na mesma situação do que ela...?
_Foi então que percebi o horário: Era quase meio-dia, momento em que os feirantes iniciavam o fechamento das suas barracas e despejavam fora migalhas dos alimentos que não eram vendidos e que não serviam paraa venda do dia seguinte. Sem mais saber o que fazer... Arrumei uma sacola plástica, dessas de supermercado, e de súbito comecei a catar algumas frutas,verduras e legumes e até mesmo cabeças de peixe que estavam jogadas ao chão, para dar a essa criança...
_Quando me deparei, já estava em meio a uma situação que jamais imaginei para mim. Apesar de o motivo ter sido para ajudar uma outra pessoa...
Senti na pele o submundo dos que vivem ao léo... Pelas ruas da miséria, mendigando por migalhas, dos que não tem vez na própeia siciedade e que caminham por "espinhos" que não se quebram jamais.
_Fiz pouco, quase nada, mas muito para aquela criança que passa nessecidades, e pelo menos por uma noite terá o que comer. Mas, e amanhã?
_Talvez essa situação mude algum dia, e quem sabe? Não se encontre mais situações como essa que aconteceu. Quem sabe um dia... Os que ficam sentados atraz da mesa em cadeiras almofadadas com salas climatizadas criando calos nas mãos atravéz de uma caneta, preenchendo cheques para as suas próprias contas bancárias, ao menos olhem com mais respeito para essa situação... QUEM TEM FOME, TEM PRESSA. 




Arte por  Vitória Santos.

Macapá-Ap - Por Joilson Santos

Fortaleza São José de Macapá

Me considero um privilegiado por ser amapaense, da região norte, onde realmente começa Brasil. Macapá, uma cidade de gente boa e hospitaleira, veste a camisa que representa o seu povo, está em desenvolvimento um pouco tarde por motivos políticos, alheios a sociedade. Dada a imensidão de sua área maior que a de Belém, hoje seria uma das maiores das regiões norte e nordeste do país, não fosse alguns "poderosos" inibirem o seu desenvolvimento. Hoje Macapá "flutua" em um desenvolvimento muito lento, ainda, e precisa melhorar mais, sabemos disso, mas é preciso que os governantes descruzem os braços e tenham mais respeito por essa terra de gente trabalhadora que paga seus impostos para ver o futuro que ela nos proporciona... Por ser uma cidade que fica á beira de rio e á linha do equador, consideráva-se impróprio a construção de edifícios alegando-se que causariam maior aquecimento (calor) e que o sólo seria impróprio para a construção de edifícios elevados á grandes altitudes, e esse monopólio foi derrubado.  Hoje, basta dar uma volta por Macapá para nos deparar-mos com vários prédios em construção além dos que já estão prontos e com moradores em seu interior. Sendo uma cidade que fica no meio do mundo, é uma cidade que ganha um grande número de turistas nos meses de julho e dezembro, e o seu grande objetivo em cartão postal é a visita de um dos maiores pôsteres do mundo, a "Fortaleza São José de Macapá" eleita a primeira maravilha do Brasil. Um feito inédito e glorioso para nós amapaenses, motivo de muito orgulho, já na primeira eleição do gênero. Além dela, o próprio Marco Zero do Equador onde fica a linha imaginário do meio do mundo, e logo ao lado o estádio "Zerão" com a linha do meio de campo dividindo o mundo. Um lado do campo fica no Hemisfério Sul e o outro no Hemisfério Norte. Entre tantas atrações que temos para oferecer a quem vier nos fazer uma visita. Por Joilson Santos.