sábado, 16 de junho de 2012

Águas de Macapá - Por Joilson Santos




Velejando em águas já navegadas
Chorava a dor de saudade dela...
Chorei tanto que o meu pranto não parava
Minha amada, meu amor, era ela...

Hoje velejo a deriva, sem direção
Tentando esquecer essa saudade
Mas em meio a tanta solidão
Acabo me encontrando com a verdade...

Tento fugir novamente
Mas ela me cerca
E de novo, outra vez... De repente...
Ela me acerta.
 
Que tormento, que agonia, nesse imenso mar!
Não aguento mais, acho que vou embora
Pra onde? Eu não sei, talvez retornar
Talvez eu adormeça, navegando bem devagar.

Mas se no meio da viagem
Uma tempestade me pegar
Vou pedir a Deus que me salve
E para o mar nunca mais irei voltar.

E ela... Que um dia me deu alegria
Quando eu chegava cansado de uma viagem
No seu leito de amor em noite fria
Debruçava em meus braços matando a saudade!






(Foto e poema de Joilson Santos)




 




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