quinta-feira, 14 de junho de 2012

Migalhas da sociedade - Por Joilson Santos

Toda criança merece respeito

_Um dia uma criança me falou que morava na rua  e não tinha o que comer, nem tinhas mesmo onde dormir. Então minha atenção a ela se voltou. E as vezes catava restos de comida pela feira, porém, tinham alguns feirantes que não gostavam nem permitiam sua presença nem tão pouco lhe davam os restos de comida que ficavam por lá... Jogados pelo chão. E sempre mandavam que a mesma saísse e não mais voltasse, que ali não era lugar para marginais. Ela se via obrigada a obedecer, pois os feirantes eram muitos radicais e alegavam que gente como ela, rouba frutas, verduras e legumes e que ela seria mais uma dessas...
_Senti naquele momento uma enorme tristeza aflorar em meu peito, porém, de nada adiantava esse sentimento se eu não fisesse alguma coisa para ajudá-la. Mas o que eu poderia fazer naquele momento diante da situação, onde minha condição financeira não era nada boa, apesar de não estar na mesma situação do que ela...?
_Foi então que percebi o horário: Era quase meio-dia, momento em que os feirantes iniciavam o fechamento das suas barracas e despejavam fora migalhas dos alimentos que não eram vendidos e que não serviam paraa venda do dia seguinte. Sem mais saber o que fazer... Arrumei uma sacola plástica, dessas de supermercado, e de súbito comecei a catar algumas frutas,verduras e legumes e até mesmo cabeças de peixe que estavam jogadas ao chão, para dar a essa criança...
_Quando me deparei, já estava em meio a uma situação que jamais imaginei para mim. Apesar de o motivo ter sido para ajudar uma outra pessoa...
Senti na pele o submundo dos que vivem ao léo... Pelas ruas da miséria, mendigando por migalhas, dos que não tem vez na própeia siciedade e que caminham por "espinhos" que não se quebram jamais.
_Fiz pouco, quase nada, mas muito para aquela criança que passa nessecidades, e pelo menos por uma noite terá o que comer. Mas, e amanhã?
_Talvez essa situação mude algum dia, e quem sabe? Não se encontre mais situações como essa que aconteceu. Quem sabe um dia... Os que ficam sentados atraz da mesa em cadeiras almofadadas com salas climatizadas criando calos nas mãos atravéz de uma caneta, preenchendo cheques para as suas próprias contas bancárias, ao menos olhem com mais respeito para essa situação... QUEM TEM FOME, TEM PRESSA. 




Arte por  Vitória Santos.

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